"Se tem nome é porque existe." disse o menino na beira do São Francisco. As águas passavam rindo da beleza daquela afirmação, rindo de orgulho por saber que seus segredos ainda existiam na cabeça da infância.
A beleza do imaginário de um povo, de uma cidade ou de uma história está no fato de que ela existe, de quem tem, de que é, como já dizia Estamira. O que não se vê é realmente verdade e o que o homem imagina é concreto.
Quando uma criança reconhece o poder do não real ela ganha o respeito das sombras do mito. Quando esse menino reconheceu que seus medos e as histórias que nasceram antes dele realmente existiam pelo poder da palavra, ele inverteu os papeis; ele passou a fazer parte dos sonhos das criaturas com que ele sonhava.
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