Me encantei por um garoto que brincava com um elefante amarelo. O menino cortava, costurava, cerzia e remendava roupinhas para o elefante. Mas em momento algum ele se apegou ao brinquedo, entendia que era um boneco sem vida.
Ele só queria brincar e desafiar as pessoas que se aproximavam mostrando que seu brinquedo favorito era um elefante amarelo. Ele sabia que todo mundo olhava torto, que era estranho. Mas o menino gostava do estranho, do diferente, o estranho era ser amarelo, era explosivo, era feliz.
Guiado pela cor do animal gigante ele conseguiu sua liberdade antes da adolescência.
Fiquei tão nervoso com aquele menino crescendo rápido, ganhando o mundo e andando sozinho com as próprias pernas do elefante, que bolei um plano para tentar trazer ele de volta.
Me casei com ele.
O plano deu errado.
Hoje eu dou comida pro elefante enquanto ele conta histórias pro bichinho e diz como essa nossa família vai ganhar o mundo.
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