quinta-feira, 28 de junho de 2012

Veios

Tenho medo de sangue. Gelo, desmaio, perco o foco. Irracional ou não, eu tenho medo de sangue.
Não sei se tal sandice se justifica, mas sei que a ideia de encarar em cores e formas o que sou por dentro, encarar o meu eu cru, em cheiro e em traços, me da vertigens.Antes fossemos feitos de ar, de qualquer coisa sem cor, sem signo, sem vida, assim não precisaríamos encarar nada.
A cor carrega um fator agressivo muito grande e esse fator, no caso do sangue, agrega culpa, pecado, vida, histórias... Ver meu sangue me faz lembrar, enfrentar.
Minha fraqueza não está no sangue, mas no que ele traz quando corre.

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